domingo, 14 de novembro de 2010
A AUTORIDADE DOS PAIS E OS SEUS FILHOS
Cl 3.20, !Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor?.
Deus tem estabelecido os pais como uma das Suas autoridades controladoras na terra. Aos pais Deus delegou tanto o direito a controlar os filhos, como também ser a autoridade necessária para que os pais e os filhos tenham as bênçãos de Deus. Tudo isso se os pais treinarem os filhos a serem controlados pelos pais.
Aqueles a quem Deus coloca na posição de ser os pais, respondam diretamente a Deus. Os pais, ou os responsáveis pelos filhos, respondam a Deus se controlaram ou não os filhos.
A autoridade que Deus dá aos pais é o tipo que faz que eles tenham o direito a colocarem as suas vontades sobre a vontade de seus filhos e mandá-los a seguirem a sua liderança. Os pais também têm o direito de Deus de administrar justiça tanto para punir a desobediência quanto abençoar o comportamento correto.
Os filhos devem obedecer tanto pai quanto mãe. A palavra obedecer, como usada em Cl. 3.20, é um mandamento e significa !ouvir e obedecer, conformar-se à autoridade." (#5219, Strong?s). Em outras palavras, essa passagem instrui que os filhos devem fazer o que os pais os dizem.Isso significa que a palavra dos pais é lei. Quando o filho é desobediente à palavra dos pais, ele quebra tanto a lei de Deus quanto a lei dos pais. Esse mandamento não é complexo. Dita que os filhos devem fazer o que os pais instruem.
Mesmo que este mandamento é endereçado aos filhos, os pais, por ter a autoridade, respondem a Deus pelo seu cumprimento pelos filhos enquanto os filhos estejam na sua responsabilidade (I Sm 3.11-14). Deus sempre responsabiliza aqueles em autoridade pelas ações daqueles que estão sob a sua autoridade. Os pais são responsáveis a Deus pela a obediência dos seus filhos. Um paralelo a este princípio é que Deus manda o homem de não matar, mas Ele tem dado ao governo a responsabilidade e autoridade a administrar a pena da morte. O governo é responsável pelos seus cidadãos nesse caso. Na mesma maneira, Deus tem dado aos pais o poder de forçar a obediência dos filhos em tudo ! vestimenta, alimentação, escolaridade, amizades, uso do tempo, adoração, comportamento, etc.
A autoridade dos pais abrange muito mais do que qualquer outra instituição que Deus tem estabelecido. Os pais têm o direito de forçar obediência dos seus filhos em tudo. Os sujeitos de outras instituições devem submeter as suas autoridades. Mas o filho é mandado a obedecer a seus pais. A diferença entre submeter e obedecer é que a submissão envolve a atitude de aceitação voluntária de autoridade, mas a obediência é para ser exercitada para com a autoridade se querendo ou não.
São os pais que têm o direito de controlar seus filhos. Nenhuma outra instituição ou pessoa tem tantos direitos sobre os filhos quanto têm os pais. A sociedade, a escola, os vizinhos, ou qualquer outra instituição não têm tanta autoridade sobre os filhos quanto têm os pais. A autoridade que os pais têm sobre os seus filhos é responsável ao governo só nos casos de incesto, mal-trato, e homicídio. Os pais são responsáveis diretamente a Deus se não cumprem a responsabilidade das suas autoridades constituída por Deus. A Palavra de Deus não sanciona !direitos para as crianças?. Os filhos têm somente o direito de Deus a serem criados pelos seus pais sem a intervenção de qualquer outra instituição.
Deus honra o valor de autoridade dos pais tanto que na Lei de Moisés Ele instituiu Seus princípios nas leis para o governo proteger a autoridade dos pais para com os seus filhos. Em vez do governo se substituindo pela responsabilidade dos pais pelos filhos, biblicamente o governo deve sustentar a posição dos pais. Os filhos não devem ser permitidos a rebelar contra os pais ! Mt. 15.4; Ex. 21.15, 17; Dt. 27.16; Pv. 30.17. Três princípios são revelados nesses versículos:
1. Tanto o pai quanto a mãe são considerados iguais como pais.
2. Deus não tolerará o desrespeito aberto dos filhos para com a sua responsabilidade para com os pais. A pena da morte devia ser administrada a qualquer que tem o hábito de desrespeitar, bater ou amaldiçoar seus pais. É claro que os pais não têm o direito de aplicar a pena da morte, pois a instituição do governo tem esta autoridade somente. Porém os pais pela Lei foram obrigados a testificar publicamente contra tal filho ! Dt. 21.18-21. Como se pode ver, Deus é sério quando mando que os filhos devam ser obedientes aos pais. Estes versículos foram dados a Israel como nação, mas o princípio, ensinado às igrejas no Novo Testamento, está para nós hoje. Deus não tolera filhos desrespeitosos ou desobedientes.
3. Se um filho desobediente escapa da pena da morte pela falha dos pais ou do governo, Deus julgará tanto o filho quanto o pai e a nação por tal desobediência ! I Sm. 3.13; 4.10-18; Pv. 30.11-17.
A promessa de benção para os filhos ! Ef. 6.2,3; Ex. 20.12. A promessa de longa vida significava muitas bênçãos naqueles dias que Deus deu estas palavras ao homem. !Dias prolongados? significava nenhuma morte pela guerra, doença, fome, ou por animal selvagem. Ter "dias prolongados" era uma promessa de uma morte natural. Também foi uma promessa de prosperidade física, pois longos dias dariam mais tempo para acumular riquezas em gado, terra, e filhos. O filho que honra o seu pai e a sua mãe seria protegido na sua vida adulta pela promessa de Deus. Podemos entender que os pais que amarem seus filhos verdadeiramente desejarão o melhor para eles e exigirão obediência dos filhos. Estes pais farão tudo para que os seus filhos lhes honrem, para que tenham as bênçãos prometidas por Deus.
Deus julgará cada filho numa maneira que é consistente com Seu caráter. É verdade que existem indivíduos maus que acabam sendo pais com autoridade sobre os seus filhos na mesma medida que existem lideres maus no governo. Tais pais que usem mal a sua autoridade responderão ao julgamento direto de Deus. Quando observamos um filho receber mau tratos dos seus pais, devemos lembrar que Deus ainda está em controle e foi Ele que colocou tal filho em tal lar para Seus próprios desígnios.
Deus controla cada vida e o Seu plano eterno inclui a falta de justiça neste mundo. Pode ser que o filho que é maltratado pelos seus pais necessite tais pressões para aprender a submeter a sua vontade a Deus. Talvez Deus esteja preparando tal filho para O glorificar melhor pelo sofrimento como Ele fez no caso de Jó. Nós vemos um filho inocente enquanto Deus vê uma alma pelo qual Ele interessa. Deus não erra, portanto devemos deixar Ele a cuidar dos pais rebeldes.
Como uma autoridade humana, você, como pai ou como mãe vai errar mesmo que deseje a fazer tudo correto. Uma autoridade não tem que ser perfeito para poder exercer a sua posição. Obediência e respeito pela autoridade podem ser aprendidos daquilo que aparenta a ser injusto ou incompetente. Pais, vocês são a autoridade maior sobre seus filhos. Não permitem a sua fraqueza como homem a impedir-lhe de cumprir as suas responsabilidades. Deus sabia que vocês eram imperfeitos quando Ele lhe deu o filho.
Os filhos precisam o exemplo de autoridade sobre eles. Se os pais não dão à liderança necessária, os filhos a acharão em outro lugar ou em outra pessoa. Os filhos precisem desesperadamente um líder a qual possam seguir e a quem podem dar sua admiração. Deus criou os filhos na maneira que eles necessitam e respondem à autoridade dos pais. Portanto acharão um substituto se os pais não preenchem a sua posição (astros do esporte, estrelas do cinema, líder de um clube, etc.).
Contrario ao ensino de psicologia, seu filho necessita um pai que é líder não um colega. Os pais têm o lugar de autoridade e portanto não podem ser o amigão mas o líder a qual o filho deve respeitar e ser obediente. Se os pais mostram bem a sua autoridade enquanto o filho está em fase de desenvolvimento (faixa etária de 0-13 anos de idade), depois terá uma vida de amizade entre eles e o filho adulto.
Os pais são os símbolos representativos da autoridade de Deus. A maneira que os pais exercitem sua autoridade determina em muito a maneira que os filhos pensem sobre Deus. Como pai você tem a oportunidade de moldar as opiniões dos filhos sobre Deus, o governo, e até como comportar-se quando casado. O filho que é exigido a obedecer a seus pais respeitará a sua autoridade e será preparado a submeter-se às outras autoridades que existem, incluindo a própria Palavra de Deus ! Pv 23.13, 14. (Child Training, Fugate, pgs. 29-43).
Autor: Pr Calvin Gardner
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A Morte de uma igreja
Por David Stewart
“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e
nessa cobiça alguns se desviaram da fé...” I Timóteo 6:10
Não existe nada mais triste do que ver uma igreja outrora fiel ir
lentamente morrendo. A história tem mostrado que toda instituição
acaba tornando-se apóstata, mas é difícil suportar o rápido declínio
de igrejas bíblicas/fundamentalistas e sua mudança de direção, indo
atrás de satanás.
O problema todo está nos pastores apóstatas, de quem Deus encarregou
de cuidar de seu rebanho, mas eles ao invés disso estão crescendo sua
cobiça pelo dinheiro e estão abandonando a fé.
É alarmante quando uma igreja forma uma orquestra, instala grandes
projetores e tem dinheiro para ostentar viagens e todos os
“principais” membros andam em carros último tipo e o dinheiro – leia-
se dízimos – torna-se o assunto principal da pregação do(s) pastor
(ores). O pesar entra na congregação, porque a cobiça induz mais o(s)
pastor (ores) a ir por um caminho errado mais do que qualquer outro
pecado.
“Eu tenho pregado por muito tempo, e já vi muitas coisas acontecerem.
Para mim a coisa mais triste que já vi em toda a minha vida, aparte de
ver meu próprio país ir cada vez mais para perto do diabo, foi ver a
mudança de pastores e igrejas. Eu fico pasmo e atordoado com tanta
descrença, quando vejo homens que uma vez estavam de pé e que agora
não estão mais... eu sei que todas as semanas eu choro por alguns, eu
quero dizer, grito, eu quero dizer grito de tristeza, por causa de
pastores que estão mudando”.
Pastor Jack Hyles em um sermão de 1972.
Como cristãos devemos ser leais aos princípios e verdades de
organizações e instituições. Isto é raro. Tragicamente, a maior parte
das pessoas podem facilmente ser desviadas da fé verdadeira por um
pastor apóstata. Isto é porque por natureza elas são leais as
organizações e instituições. A maior parte das pessoas tem medo de
confrontar o homem a quem foram ensinadas a idolatrar. Um pastor que
ensina a ridícula teoria de que a Bíblia não é de todo inspirada e que
o principal tema da Palavra de Deus é o dinheiro – tem apostatado da
fé.
Nossas igrejas eram muito melhores quando não tínhamos bancos
acolchoados. Nossas igrejas eram muito melhores quando tínhamos
pregadores no púlpito ao invés de pastores. Éramos melhores quando
nossas igrejas tinham verdadeiros reavivamentos ao invés de escolas de
pastores. Éramos melhores quando os pastores confiavam em Deus ao
invés de constrangerem os membros com falsos ensinos sobre dizimar.
Éramos melhores antes de os teólogos nos falarem que éramos
ignorantes. Éramos melhores quando os pastores chamavam o Papa de “O
vigário de Inferno” em vez de elogiá-lo apoiando assim aos católicos.
Éramos melhores quando simples pastores proferiam: “Deus inspirou cada
Palavra da Bíblia”, ao invés de pastores eloquentes de hoje que negam
a sua inspiração. Deus tinha nos livrado desses que abalariam nossa fé
na Bíblia como a Palavra inspirada de Deus.
Os seminários bíblicos substituíram seus locais de oração por salas de
estar. Substituíram tempo de devocional à noite por peças satíricas.
Ganhar dinheiro no ministério se tornou o objetivo de muitos
seminários que estão tentando recrutar novos estudantes, em vez de
recrutar jovens que estejam dispostos a suportar uma cruz para o seu
Deus. Nosso louvor a Deus foi substituído pelo louvor aos homens.
Nossa fé na Bíblia foi substituída sutilmente pela fé no pastor. São
erguidas estátuas em honra de homens. São molestados os membros das
igrejas a continuamente dar mais dinheiro para os ministérios,
enquanto o pastor e a sua esposa desfrutam o melhor da vida.
Quando cresce um ministério, consequentemente pode chegar ao ponto
onde já não pode se desenvolver sem fazer acordos, como romper com a
sua posição de se manter fiel a Bíblia do texto tradicional. Embora o
ministério possa continuar crescendo, avança mais para dentro da
religião e mais longe do Cristianismo Bíblico. A maioria do trabalho
religioso hoje é feito na carne. Jesus disse em João 15:1-7 que se
estamos nEle, e a Sua Palavra em nós, daremos muito fruto genuíno em
Deus. Quando os pastores deixam de pregar a inspiração da Bíblia, eles
estão atacando a mesma Semente pela qual os homens são renascidos,
pois sem Cristo não podemos fazer nada, e o Jesus é a Palavra de Deus
(João 1:1-3; Apocalipse 19:13).
Quando um pastor nega a inspiração da Palavra de Deus, ele começa um
caminho em direção as sombras. Quando o dinheiro se torna o foco
principal dos ensinos de um pastor, o seu julgamento se torna obscuro
e deplorável. Depois de por algum tempo, a igreja cai em apostasia e
negação. É uma vergonha quando dezenas de milhares das pessoas são
influenciadas por um homem que nega a inspiração de nosso Rei na
preservada Palavra de Deus. É um tumor canceroso que debilita esta
igreja, e se deixado sem tratamento conduzirá no final das contas a
morte deste ministério.
“Seria uma dádiva de Deus se a Igreja sofresse perseguição hoje; ela
não sofreu isto por centenas de anos. Ela está crescendo rica e
lentamente se afastando... para a apostasia ”.
Billy Sunday, The Need for Revivals [A Necessidade de Reavivamento],
de "Billy Sunday: The Man and His Message [O Homem e sua mensagem]"
por William T. Ellis, Philadelphia: John C. Winston Co., 1914.
“Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta
e anuncia ao meu povo a sua transgressão...” Isaías 58:1.
Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte: Jesus is Savior
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A VONTADE DE DEUS
A VONTADE DE DEUS
Em todos os seres inteligentes existe uma vontade... homens, anjos e Deus têm vontades. No homem, a vontade é a faculdade da mente pela qual é feita uma escolha duma ação futura a qual determinamos. No querer um homem tem o propósito da ação em vista. Na vontade encontra-se a causa do ato; se fosse de outra maneira, ele seria uma simples máquina ou autômato. Se pego uma arma e mato outro homem, a vontade operou antes da mão; o propósito vem antes do ato. Mas se alguém me segura e outro põe em minha mão uma arma, forçando meu dedo contra o gatilho, este ato não foi meu, não escolhi nem quis cometê-lo. Em tal ato não seria um ser responsável, antes uma simples máquina ou instrumento de outra pessoa.
Em Deus, a vontade é o atributo pelo qual Ele determina e executa acontecimentos futuros. Sua vontade inclui tudo o que sucede, portanto todo acontecimento é providencial e não acidental no que concerne a Deus. Ele age em tudo conforme o Seu querer. Efésios 1:11. Os passarinhos não caem sem o conhecimento de Deus.
O dicionário define providência como acontecimento divinamente ordenado. Bem sabemos que os acontecimentos são seqüenciais, isto é; interligados quanto ao tempo, e um acontecimento provoca outro. Segue, portanto que se os acontecimentos são ordenados, as seqüências dos mesmos também o são. É comum ver os acontecimentos como providenciais e acidentais. Até os crentes têm a tendência de classificar certos atos como providências ou acidentais. Eles associam a providência com o que é bom, e acidentes com o que é mal. Lembro-me da ocasião quando a família Rickenbacker foi socorrida milagrosamente após ter caído no mar em seu avião. Os Rickenbackers consideraram o resgate como providencial, mas o autor considera o acontecimento todo como providência. Devemos ver a providência divina agindo tanto nas nossas aflições quanto nas nossas bênçãos. Jó falava dos dois estados quando disse: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou". Jó 1:21. E quando sua esposa queria que ele amaldiçoasse a Deus e morresse, ele disse: "Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal"? Jó 2:10. E quando todos os seus bens deste mundo foram perdidos, vendo nisto a mão de Deus, disse: "Ainda que ele me mate, nele esperarei". Jó 13:15.
A vontade de Deus inclui as ações perversas dos homens pecadores, mas isto não lhes tira a culpa. Talvez não entendamos, mas as Escrituras declaram tal fato e nós devemos acreditar nelas. As Escrituras não foram escritas para a confirmação do nosso raciocínio, mas para a sua correção. No dia de Pentecostes, Pedro, falando sobre Cristo, disse: "A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos". Atos 2:23. E noutra ocasião falou que Herodes, Pilatos, os gentios e o povo de Israel juntaram-se para fazer o que antes tinha sido determinado pela mão e pelo conselho de Deus. Atos 4:27-28. Talvez nós não possamos compreender como Deus pode determinar um pecado a ser praticado, sem se tornar o autor do pecado, mas o fato permanece que o maior dentre os pecados, a crucificação do Filho de Deus, foi divinamente determinado.
DISTINÇÕES NA VONTADE DE DEUS
Os teólogos fizeram muitas distinções na vontade de Deus, algumas falsas, outras desnecessárias, mas uma distinção é de fato manejar corretamente a Palavra da verdade. Esta é a distinção entre a Sua vontade de decretos e Sua vontade de preceitos, ou, em outras palavras, Sua vontade de propósito e Sua vontade de mandado. Sua vontade de propósito é sempre efetuada, mas Sua vontade de mandado muitas vezes é deixada sem ser efetuada. A vontade de propósito não pode ser mudada, pois isto significaria a destronização de Deus; a vontade de mandado é muitas vezes violada, pois os homens estão em rebelião contra Deus. Se a vontade humana for maior que a divina, então a primeira prevalecerá e Deus será destronizado. Se a rebelião humana puder subjugar o governo divino, segue-se que não há verdadeiramente um Ser supremo. Para melhor distinguirmos estes dois tipos de vontade, consideraremos cada um deles separadamente.
A VONTADE DIVINA DE PROPÓSITO
1. Ela é eterna. Deus não está formando novos propósitos, pois Seus conselhos são desde a antigüidade. Isaías 25:1. Seu propósito em Cristo é tido como eterno. Efésios 3:11. O que será, será, portanto, "Conhecidos são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras". Atos 15:18.
2. Ela é eficaz. A vontade proposital de Deus é sempre cumprida. Deus não é homem para ocupar-Se com pensamentos de "ah, se fosse". Não existem meros desejos Seus que não possam ser cumpridos. Isaías 14:24-27. Por exemplo, lá no passado da eternidade, Deus quis ou determinou a morte de Seu Filho, e séculos após o começo dos tempos vemos Deus dirigindo as livres ações dos homens pecaminosos para efetuar tal acontecimento. Ainda mais, Ele predestinou e predisse os detalhes... quando, onde, e como Seu Filho morreria. Encontramos portanto nos quatro evangelhos referências onde diz que isto ou aquilo aconteceu para que as Escrituras se cumprissem.
3. Ela é imutável. Deus nunca muda Sua vontade de propósito. Existem somente dois motivos que fazem alguém mudar de idéia ou de vontade; deve ser porque se vê que o que foi proposto não é sábio, ou porque o que foi proposto não pode ser cumprido. Mas nenhum destes dois motivos é aplicável a Deus. Ele fez Seus planos em onisciência, e os executará em onipotência.
A oração não muda a vontade de Deus, mas muda as coisas. As mudanças trazidas pela oração fazem parte da vontade proposital de Deus. O Espírito de Deus faz intercessão pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Romanos 8:27. As orações respondidas são feitas na energia do Espírito Santo. Pode-se orar sem o Espírito e receber o que desejou, mas não seria em resposta a oração feita. Dois generais inimigos podem orar pela vitória na batalha vindoura, mas ambos não poderiam estar orando no Espírito Santo, e é possível que nenhum dos dois estivesse. Em toda oração verdadeira um pensamento está implícito ou expresso: Não seja feita a minha vontade, mas a Tua.
"Cristo, bom Mestre eis meu querer: Tua vontade sempre fazer; faze-me forte para resistir duras fraquezas que possam vir. Cristo, bom Mestre eis meu querer: mais santidade de vida ter; faze-me firme ó Cristo, meu Deus, para não deixar a senda dos céus. Cristo, bom Mestre, eis meu querer: todas as minhas faltas vencer; faze-me rijo para lutar, Para a vitória sempre ganhar".
4. A vontade proposital de Deus foi a causa da nossa salvação. Sou um homem convertido ou salvo. Nascido de novo. O que ou quem está atrás desta grande salvação? O que ou quem foi que efetuou a minha conversão? Qual a explicação desta tremenda mudança que houve na minha vida? Por detrás de toda ação existe uma vontade. Fui eu que quis transformar a mim mesmo? Em João 1:12 lemos que os crentes recebem o poder de se tornarem filhos de Deus, e o versículo seguinte explica sua fé nestas palavras: "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus". A fé salvadora não se origina em nossos pais, nem em nós mesmos, nem em outro homem qualquer; mas é dom de Deus. Tiago 1:18 diz: "Segundo a sua vontade, nos gerou pela palavra da verdade".
A VONTADE DIVINA REVELADA NA BÍBLIA
1. A vontade revelada refere-se ao que Deus já prescreveu como nossa regra de pensamento e conduta. A vontade de Deus é expressa em toda lei divina. No Éden foi a vontade de Deus que determinou que tipo de lei seria dada a Adão e Eva. No Sinai, Deus não consultou Moisés nem os filhos de Israel a respeito das leis às quais seriam sujeitos. Numa democracia o povo faz suas próprias leis pela escolha de representantes que servem em câmaras de legislação. Isto cria grupos de pessoas que querem fazer legislação a favor de certos grupos de pessoas, porque os homens são egoístas; não amam ao seu próximo como a si mesmo. Mas em nossa relação com Deus, não tratamos com uma democracia, mas com uma teocracia. Na vontade divina revelada na Bíblia, temos a soberania da autoridade. Na vontade divina de propósito temos a soberania do poder.
2. É a vontade divina de mandado e não a de propósito que os homens são responsáveis a realizar. Foi Sua vontade de propósito que trouxe Cristo ao mundo, mas esta não foi Sua vontade de mandado. Ao crucificar a Cristo, os homens estavam cumprindo o propósito de Deus, mas não estavam obedecendo-a, como uma ordem divina. Não pode haver pecado ao se fazer o que Deus ordenou. Pedro nos diz que eles mataram Cristo com suas mãos perversas; portanto não estavam obedecendo à ordem de Deus. O que Deus propõe é o fator determinante; o que Ele manda é nossa responsabilidade. Para os homens é fácil ver esta distinção em tudo, menos na religião. Alguém que vê somente um lado da verdade diz: "Se é da vontade de Deus que eu seja salvo, Ele me salvará; portanto não vou me preocupar". Mas este mesmo alguém, nem sequer sonharia agir da mesma maneira em outro caso qualquer. Em relação a colheita deste ano, a vontade divina de propósito determina a ceifa, mas Sua ordem é cultivar, plantar e ceifar. A vontade divina de propósito determina se nós viveremos ou morreremos, Tiago 4:15, mas a Sua vontade de ordem é que obedeçamos às leis da saúde. Ninguém deixa de comer porque crê que a vontade divina de propósito determina se vai viver ou morrer. A vontade proposital de Deus determinará o resultado duma guerra, mas seria loucura nos sentar e dizer: "Se for da vontade de Deus que ganhemos esta guerra, ganharemos, ao contrário seremos derrotados; portanto não vamos fazer nada e deixemos de lutar". A vontade proposital de Deus determina o resultado do nosso testemunho por Cristo. "Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas". Eclesiastes 11:6. "Porque assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra, que sair de minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei". Isaías 55:10-11. É a vontade de ordem divina que semeemos à margem dos ribeiros de águas, que preguemos o Evangelho a toda criatura, e Sua vontade de propósito cuidará dos resultados e realizará os Seus desejos.
É a vontade divina de propósito que determinará se serei salvo ou não, mas é tolice sentar e dizer que se for um dos eleitos serei salvo; portanto não preciso interessar-me no caso. A vontade divina de mandado é que eu me arrependa e confie, e esta é a responsabilidade de cada um. Temos ordem de confirmar nosso chamado e nossa eleição. 2 Pedro 1:10. Temos ordem de entrar pela porta estreita. Lucas 13:24. O homem que não se interessa por sua alma e não se importa com sua salvação; se persistir em tal atitude, findará no lago de fogo; pois aquele que não crê será condenado. Muito da vontade divina de propósito pertence à vontade secreta de Deus, e as coisas secretas lhe pertencem, mas o que Ele já revelou e ordenou pertence a nós. Deuteronômio 29:29.
Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Willams Santos
Instruções: Tenha em mãos uma Bíblia Almeida Corrigida Fiel e uma “Bíblia Almeida atualizada”, fazer a comparação em cada versículo citado e responda:
1. Uma das doutrinas cruciais do cristianismo é sobre a divindade de Cristo, ou seja, que Jesus Cristo é Deus. Leia I Timóteo 3:16 nas duas versões, e responda qual das duas não da prova dessa importante doutrina:
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
2. Uma falsa religião chamada “gnosticismo’ não crê que o Senhor Jesus veio em carne, lendo I João 4:3 temos prova incontestável não só que o Senhor Jesus Cristo veio em carne mais também que, quem não confessa essa doutrina é o espírito do anticristo. Qual das duas versões não confessa nesse versículo que Jesus Cristo veio em carne?
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
3. Doutrina da propiação, é a doutrina que através do derramamento do sangue de Cristo o homem tem o perdão dos seus pecados, lendo Colossenses 1:14 responda qual versão não traz essa doutrina.
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
4. Doutrina da inspiração veja Lucas 4:4, cada palavra escrita na Bíblia é espirada, ou seja, saiu da boca do Senhor Deus, uma das duas versões que estamos testando subtraiu palavras que saíram da boca de Deus marque com (x) qual é:
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
5. Doutrina da salvação, o arrependimento é fundamental para o pecador demonstrar que tem um novo nascimento em Marcos 2:17 traz essa doutrina. Mais uma das versões subtraiu a prova dessa doutrina, qual delas?
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
6. Atos 9:5-6 Complete:
E ele disse: Quem és Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues._______é ________
Ti ____________ contra os ___________. E ele,____________ e ____________ disse: _________, que queres _________ ___ faça? E disse-lhe __ _______: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer. Observe qual versão você usou para preencher os espaços.
7. Complete o texto Romano 8:1: Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, _____ não _______ segundo a _______, mas _________ o __________.
Agora responda qual das versões extirpam as palavras de Deus?
( ) Almeida Corrigida fiel ( ) Almeida Atualizada
8. Em Romanos 14:10,12 temos mais uma explicita declaração doutrinaria da divindade de Cristo o qual devemos de comparecer no tribunal dele. Responda qual das versões não declara o Senhor Jesus Cristo como Deus e Juiz?
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
9. Doutrinas heréticas ensinam que a condenação não é eterna. Lendo II Pedro 2:17 responda qual das versões não afirma a doutrina da condenação é eterna?
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
10.Lendo Apocalipse 1:11 responda qual das versões omitem essa santas palavras que saíram da boca de Deus: Que dizia: Eu sou o Alfa e o Omega, o primeiro e o derradeiro.
( ) Almeida Corrigida fiel
( ) Almeida Atualizada
Conclusão sobre teste feito na “Bíblia Almeida Atualizada’: lamentavelmente a “bíblia atualizada” compromete doutrinas importantíssimas da fé Batista como doutrina da divindade de Cristo, da propiação pelo sangue de Cristo, da inspiração das escrituras da salvação e muitas outras,
Em nosso teste feito agora ela foi... “pesado foste na balança, e foste achado em falta.” Dn 5: 27b assim concluímos que ela não merece nossa credibilidade, pois assim como uma balança é enganosa ela subtrai as palavras do nosso Senhor Deus. tremamos ante Ap 22:18-19 + Pv 30:6 (não adicionar/ subtrair), 2Co 2:17 (não corromper), e Rm 1:25 (não transformar a Bíblia em mentira)!
Conclusão do sobre teste feito na Bíblia Almeida Corrigida Fiel: coerente com toda sã doutrina digna de toda aceitação podemos levantá-la para céu e dizer essa é a palavra de Deus preservada e inspirada. As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes. Tu os (as)* guardarás, SENHOR; desta geração os (as)* livrarás para sempre. Salmos 12:6-7
* pode muito bem ser traduzida por as
Willams Santos é Membro da Igrjea Batista Bíblica de Soledade Paraíba
domingo, 4 de julho de 2010
O QUE É UMA IGREJA BATISTA INDEPENDENTE?
O nome batista independente e fundamentalista tem sido utilizado historicamente por igrejas que seguem rigorosamente o padrão e o exemplo da igreja dos primogênitos, conforme encontrada no Novo Testamento. Hoje, o nome batista é usado por muitas igrejas que não estão seguindo o ensinamento padrão do Novo Testamento.
Assim, a expressão "Independente" e "Fundamentalista" que foram adicionadas por muitas igrejas batistas para continuar a identificar-se com o verdadeiro ensino Bíblico. Querendo assim mostrar uma distinção entre elas e aquelas igrejas que são chamadas de batistas, mas que deixaram a Palavra de Deus. A maioria das igrejas batistas no passado foram fundadas sobre o bom ensinamento doutrinário do Novo Testamento, no entanto, muitos deles em diferentes graus deixaram o precioso ensino neotestamentário. Algumas destas igrejas têm ido tão longe na apostasia que negam a os ensinos fundamentais da Bíblia, tais como a divindade de Cristo, o nascimento virginal e da salvação pela graça de Deus, por meio da fé. Outros têm um menor grau de comprometimento com erro doutrinário. Há também igrejas que são orientadas palas tendências contemporâneas ou seja a tendência religiosa popular. Essas igrejas mundanas ainda persistem em serem chamadas "batistas", mas na verdade eles não estão identificados com o ensino e pratica dos batistas históricos que sempre foram arraigados na palavra de Deus.
As verdadeiras igrejas batistas independentes e fundamentalistas não têm qualquer associação ou parceria com as igrejas que falsamente são chamadas de batistas, pelo fato de tais igrejas terem doutrinas e praticas contrárias ao Novo Testamento.
O nome batista independente fundamentalista é de origem recente e entrou em vigor porque muitas igrejas batistas tendo rejeitado a Palavra de Deus passando a ensinar e praticarem falsas doutrinas. Portanto, batistas que amam e praticam a verdade da Palavra de Deus que se recusando a abandonar o ensino do Novo Testamento, consideram necessários, para distinguir-se das igrejas de doutrinas erradas, deixando evidente, que não são todos os de nome batista que realmente praticam a fé batista. As verdadeiras igrejas batistas têm adicionados os adjetivos Independente e fundamentalista aos seus nomes. Esta alteração do nome tem como objetivos identificam-las como separadas e distintas de grupos podres doutrinariamente.
A palavra "Independente” agregada ao nome batista, tem como significado primário que a Igreja não é membro de qualquer confederação, convenção ou esteja associada qualquer sistema de hierarquia fora da congregação local. Uma igreja batista independente rege-se completamente pelas escrituras sendo autônoma em seus negócios, não considerando qualquer organização externo. Uma igreja batista independente não participara de um programa nacional ou internacional denominação que exercer autoridade sobre a igreja local. Assim, o nome de "independentes", é próprio para igrejas que estejam dentro do padrão do Novo Testamento. Igrejas que tendo a Cristo como cabeça, seguindo a autoridade somente das escrituras sagradas. Portanto as Igrejas batistas independentes são assembléias autônomas que não tenham organização hierárquica exercendo autoridades sobre se. Livre de interferências externas, tais igrejas tratam dos seus próprios negócios, sob a autoridade direta das Escrituras.
A organização de uma igreja batista neotestamentário é simples. Cristo é a cabeça da igreja, (Ef. 5:23) sendo o seu Sumo Pastor (1 Pedro 5:4). O pastor local é o seu bispo, supervisor ou líder da congregação. (Heb. 13:17, Atos 20:28, Ef. 4:11).
A igreja batista independente tem uma forma de governo congregacional onde cada membro igualmente tem o direito de votar, assim participando de todos os assuntos relativos ao governo da Igreja. Tanto o líder (pastor) como os liderados (membros) de uma igreja neotestamentária têm como obrigação tratarem dos negócios da igreja e de suas vidas, segundo o que preceitua o Novo Testamento.
As igrejas batistas independentes e fundamentalistas têm comunhão uma com os outros e, muitas vezes, cooperar em empreendimentos como evangelismo e missões. No entanto, a praticam a separação bíblica só colaborando em reuniões conjuntas com as igrejas da mesma fé e pratica. Eles não terão comunhão, como igrejas fora do patrão neotestamentário, com igrejas que não estejam fielmente dentro do padrão Novo Testamento. Eles não participaram em reuniões conjuntas, ou empreendimentos evangelísticos, com protestantes, católicos, igrejas batistas de doutrinas erradas ou outros grupos que não possuem o ensino fundamental do Novo Testamento.
As igrejas batistas independentes e fundamentalistas permaneceram separadas das igrejas de doutrinas erradas, bem como de outras que se juntem em grupos chamados de batistas não estando dentro do padrão regulador as escrituras sagradas.
Elas praticam os ensinamentos bíblicos de separação como nos preceitua Efésios 5:11, “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as." As igrejas batistas independente estão convictas que ao se associaram com as igrejas que ensinam falsa doutrina e prática estão tolerando e aprovando o erro. As verdadeiras igrejas, do Novo Testamento estão firmemente convencidas de que todas as doutrinas erradas são ataques violento centra a fé neotestamentária.
O Governo da Igreja Batista Independente
Muitas igrejas batistas independentes têm utilizado pastores e diáconos como oficiais da igreja local. (1 Tim. 3:1-16) No entanto, algumas igrejas batistas independentes não aceitam a palavra "oficial" como a expressão bíblica adequada para ser aplicada aos diáconos.
As igrejas batistas independentes fundamentalistas são autoridades para elegerem, chamarem ou ordenarem os seus pastores estando desvinculadas dos métodos romanos utilizados por protestantes e batistas associados. Ou seja um pastor batista independente e pastor da igreja local e não um pastor de uma denominação religiosa. Também não encontramos nas escrituras as qualificações dadas aos diáconos na atualidade. Esses poderão ser nomeados a partir de congregação local e aprovados pela maioria de votos (1 Tim. 3:8-13). Muitas igrejas batistas independentes por causa de um dispositivo legal têm nomeada uma diretoria para tratar da parte documental da igreja. No entanto Biblicamente nem diáconos nem diretores são oficiais da igreja, são nomeados a critério da igreja. Em uma igreja batista independente o pastor titular da igreja é o "superintendente" ou seja e o líder da congregação. (Ver Atos 20:28, Hebreus 13:7).
A palavra "fundamentalista" tem sido agregado as igrejas batistas neotestamentárias sendo utilizado como identificação doutrinaria. Ou seja quando utilizamos a palavra fundamentalista estamos dizendo que temos um fundamento bíblico no qual estamos arraigados e não abriremos mão deste fundamento. Assim estamos dizendo que a nossa posição tem como base a palavra de Deus. Batista fundamentalista é o nome usado na sua acepção mais estrita no sentido de manter solidamente os fundamentos do Novo Testamento ensinamentos sem erro. As igrejas batistas bíblicas independentes e fundamentalistas defendem os puros ensinamentos da igreja dos primogênitos como revelado no Novo Testamento.
Autor: Pr. Anízio Gomes
http://ibb-soledade.zip.net
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Nos últimos 200 anos, popularizou-se no meio das igrejas batistas a doutrina, estranha ao Novo Testamento [da coexistência] das duas igrejas; ou seja, a igreja local e a igreja universal. Esse pensamento teológico oriundo do protestantismo tem causado inúmeros males às igrejas batistas, porém o maior destes males é o fato desta doutrina abrir as portas das igrejas batistas ao liberalismo teológico e ao movimento ecumênico. A doutrina da igreja universal invisível enfraquece a posição separatista dos batistas, afinal “se ‘todos os crentes fazem parte da mesma igreja (invisível)’, por que uma vai ser batista e a outra pentecostal ou metodista...? Se não há diferença entre uma igreja batista e uma igreja protestante, devemos quebrar os muros da separação e unirmo-nos, pois formamos o mesmo corpo.” Esse pensamento tem matado muitas das igrejas batistas (locais), deixando-as completamente exposta ao ecumenismo.
A idéia de universalização da igreja veio de Roma (a Igreja Católica intitula-se “igreja universal (católica) visível”) e foi importada para o protestantismo por Martinho Lutero que, rejeitando a doutrina da igreja local defendida pelos anabatistas, ou batistas históricos (batistas fiéis à Bíblia), implantou o credo da igreja universal invisível que, para os universalistas, é a igreja verdadeira, sendo a soma de todos os salvos.
Na Bíblia Anotada por Scoffield, você encontra a versão mais popular dessa doutrina: “a igreja verdadeira é composta do número inteiro das pessoas regeneradas desde pentecostes até a primeira ressurreição (I Co. 15:52), unidas a Cristo pelo batismo do Espírito Santo (I Co. 12:12-13), no corpo de Cristo, do qual Ele é a cabeça (Ef. 1:22-23)”.
Uma rápida análise dessa doutrina mostra a sua fragilidade e suas muitas falhas, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, não sustenta tal posição. Façamos, pois, uma breve análise:
a) Não considera o fato histórico e bíblico de que a igreja de Jesus foi estabelecida pelo próprio Senhor durante seu ministério terreno. Antes de pentecostes a igreja já batizava (Jo. 4:1-2), recebeu a ceia (Mt. 26:26-30), foi ensinada a praticar a disciplina (Mt. 18:15-20), recebeu a grande comissão (Mt. 28:16-20) [tudo isto] antes do dia de pentecostes.
b) Ensina que a nossa união com Cristo é feita através do batismo no Espírito, assim negligenciando que antes do pentecostes os apóstolos já criam em Cristo e em At. 1:15 temos registro de uma reunião com quase cento e vinte pessoas salvas antes de pentecostes.
c) Depois de receberem a virtude do Espírito Santo os apóstolos pregaram e três mil salvos foram acrescidos à igreja através do batismo (em águas) e não no Espírito Santo.
d) Os defensores da igreja invisível ainda erram quando pregam que todos os salvos fazem parte da igreja de Cristo (corpo de Cristo) o salvo é membrado ao corpo através do batismo, podendo um crente verdadeiro ser cortado legitimamente da igreja através da disciplina, deixando de ser membro do corpo local de crentes reunidos biblicamente (o disciplinado deixa a membresia da igreja, não perde a salvação).
Inserimos aqui uma análise feita pelo Pr. Steve Montgomery no principal argumento utilizado pelo ultra-universalista Scoffield como prova definitiva para a existência de uma igreja universal e invisível. O Pr. Steve analisa I Coríntios, 12:12-13 e mostra que estes versículos não provam a existência da igreja universal invisível composta de todos os crentes da dispensação da igreja:
“SEU ARGUMENTO PRINCIPAL EXAMINADO
Vamos examinar I Co. 12:12-13, que Scoffield usa como prova da igreja invisível. Esta passagem da Bíblia não ensina a igreja invisível feita de todos os crentes.
1. Paulo estava ensinando sobre os dons espirituais, vs. 1.
2. Todos os membros da igreja cm Corinto tinham o Espírito Santo, vs. 2-3. Logo, nenhum membro era superior ao outro.
3. Há diversos dons, mas o Espírito é um só. É o mesmo Espírito, vs. 4
4. Há diversos ministérios, operações e manifestações, mas o Espírito Santo é o mesmo, vs. 5-11. É um só.
5. O Espírito repartia os dons “particularmente a cada um como quer,” vs. 11. Por quê? Paulo comparou a igreja em Corinto a um corpo físico. “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo.”
6. Não há dúvida, nenhum membro na igreja de Corinto era mais importante que os outros. Nenhum membro pode ser exaltado acima dos outros, vs. 14-25. Por quê? “Para que não haja divisão no corpo”, vs. 25. Este é o ponto mais importante. Ela deve ser unida e não dividida. Ela deve ser um só corpo. Ela deve ter um só Espírito, uma só fé e um só batismo, Ef. 4:3-4. Mas, se perguntarmos, “Que corpo?” vamos encontrar a resposta em versículo 27, “Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.” A igreja em Corinto era o corpo de Cristo em Corinto. Cada membro da igreja era membro do corpo. O corpo de Cristo é a igreja local.
7. Em versículo 13, Paulo fala do batismo em água de cada membro da igreja em Corinto. O MESMO ESPÍRITO SANTO levou cada um deles ao batismo em água para formar um só corpo em Corinto.
8. Um outro tipo de batismo faria uma divisão no corpo! O Espírito Santo não leva a pessoa a ser aspergida no lugar de batismo. Ele não leva os pais a batizar seus infantes. Todos os membros devem ter o mesmo batismo que receberam depois da sua profissão de fé em Cristo. Este batismo é imersão total na água.
9. O que quer dizer ser “batizados em um Espírito”? A palavra “em” tem o mesmo significado neste versículo que tem em I Co. 10:2. “E todos foram batizados em Moisés”. Os judeus foram batizados na nuvem e no mar em obediência a Moisés. E semelhantemente todos os membros da igreja em Corinto foram batizados em obediência ao mesmo Espírito Santo. O Espírito Santo dirigiu cada membro da igreja em Corinto para ser batizado em água. Nenhum membro tinha um outro batismo. Todos eram iguais. Paulo estava falando da igreja local e visível de Corinto, e não de todos os crentes do mundo, batizados misteriosa e misticamente numa igreja invisível no céu! Portanto, a igreja em Corinto era o corpo de Cristo em Corinto.”
Como podemos perceber, a doutrina da igreja universal invisível não corresponde aos fatos bíblicos sendo, na realidade, uma criação mitológica e de fábulas protestantes. Concordamos que um dos maiores estudiosos da Bíblia em nosso país e no meio batista foi o Dr. Aníbal Pereira do Reis, de saudosa memória, e assim se pronunciou sobre o assunto, na página 30 do seu excelente livro A Verdadeira Igreja:
“Jamais em todo o Novo Testamento a palavra ‘igreja’, no singular, serve para designar a totalidade das igrejas locais como formando uma igreja universal ou católica, por elas compostas”.
Concluímos que os defensores da mitológica igreja universal invisível torcem os textos da Bíblia querendo aplicar à palavra “igreja” um sentido universal que não corresponde com a verdade sobre esta palavra nem na cultura grega muito menos no seu uso neotestamentário. Essa atitude dos universalistas é um crime contra a filologia grega e contra as regras de interpretação da Bíblia e é também um atentado à história da igreja.
Autor: Pr Anízio Gomes
Igreja Batista Bíblica
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